Eu não gosto do mundo...
Eu gosto da vida!
Não gosto do mundo porque não gosto de vaidade, inveja, mentira, cobiça, arrogância, culto a aparência, ao dinheiro, à estética, ao “sucesso”, e, sobretudo, não gosto de como os homens tratam os homens segundo os modos e costumes do mundo.Para mim o mundo é burrice feita único modo de existir; e isto segundo a gestão do diabo, que é o animador do mundo; em quem, aliás, o mundo jaz.
Gosto da vida porque ela é vida; porque ela é entrega...; é vontade do bem...; é gerar com esperança...; é comer paz e beber serenidade...
Sim, gosto da vida porque ela é natureza, é variedade de criaturas, é grandiosidade tecida por Deus em bilhões de anos...
Gosto da vida porque nela nada morre nem quando morre...
Gosto da vida porque nela não há mal; há apenas seqüência de vida se dando pela vida... Sim, pois viver é também saber que a vida se faz de entrega e sacrifício; pois, quem viverá depois de um ser vivo que, existindo..., não se deu por nada e por ninguém?...
Vivo no mundo; estou no mundo; minha missão é nele.
No mundo sou chamado a viver como sou: uma luz; sou chamado a manifestar o que há em mim: sabor de sal; sou enviado a viver entre lobos sem perder a pureza e a simplicidade dos cordeiros sem culpa...
Entretanto, o mundo não consegue me dizer nada além de sua loucura e de sua morte.
De fato eu não amo o mundo e nem as coisas que neles há...
Quando olho para trás vejo que o mundo me encantou na adolescência...Então, aos 18 anos, encontrei Jesus mesmo; e vi o mundo; e percebi como ele todo jaz no maligno... E como eu encontrava o maligno todos os dias, de muitos modos e formas, minha convicção sobre “o que era o mundo” apenas aumentou com o tempo...
Aí vieram os anos 90 e o mundo pela primeira vez em minha vida adulta e responsável me encantou..., me enfeitiçou... e me derrubou de mim mesmo...Sim, a verdade de minha alma me manda dizer que entre 1992 e 1998 minha alma surtou de impressões “boas” sobre o mundo [na mesma medida em que a “igreja” havia ficado “pior que mundo”...]; e, assim, julguei que eu tinha sido radical demais com o mundo.Pobre mundo!... — pensei enganado.
Todavia, como Deus é bom, me ama, e, de alguma forma misteriosa, gosta de mim... — Ele mesmo derrubou minhas ilusões em tempo, antes que o mundo entrasse mais fundo em meu ser...
O mundo é sedução na direção de tudo o que mata e faz sofrer; mas as pessoas entram assim mesmo...; pois, as promessas de prazer, de poder, de liberdade, de largueza, de abertura, de experiências, de maturidades, de inesgotabilidade de tudo... — é otariamente crida...Sim, é crida; e isto ainda que o pavimento do caminho do mundo seja feito de maldade, engano, mentira, ciúmes, invejas, tramas, egoísmo, e uma total insatisfação, mas que ganha o nome de ambição, a qual, aliás, passou a ser virtude no mundo dos negócios e em qualquer que seja o projeto de “sucesso”.
Sinceramente, não me entenda mal, mas preciso dizer que quem quer que ame o mundo... ou está completamente cego, ou, então, se fez filho do maligno sem sentir...; e, agora, serve ao diabo pensando que persegue um melhor modo de viver ou de marcar sua passagem pela vida.
Assim, amo esta manhã de sol...; amo a luz que é doce...; amo a boa comida e a boa bebida...; amo minha mulher, meus filhos, e, hoje, agora, neste instante, amo minha filha e meu netinho que estão aqui... enquanto esperam o igualmente amado Fonseca fazer uma carne para gente comer... Amo a criança que acabou de me ser trazida pelo pai, que trabalha aqui comigo, e que tem a mim e à Adriana como padrinhos...
Amo o que seja vida, o que seja natureza, o que seja criação de Deus.
O mais, sinceramente, não me diz mais nada, não me seduz em nada, me cansa e me nauseia...; pois, sinceramente, há quem goste, mas, no meu sentir, o mundo é uma droga de inferno que entra nas veias, vicia e mata.
Pense nisto!...
Caio
8 de agosto de 2009
Lago Norte
BrasíliaDF
À Procura de Deus
E durante todo o tempo que o buscamos, já estamos em suas mãos (Tozer)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
SUBMETA-SE AOS MANDAMENTOS DE JESUS
A presença do Espírito Santo em você não causa arrepios. Causa temor e tremor.
Não faz de você um individuo histericamente efusivo. Faz de você um homem sóbrio, com consciência em amor.
Não gera um ser que apenas se levanta para aplaudir todo quanto seja empolgante.
A presença do Espírito Santo em você e em mim produz é vontade de seguir a verdade.
Não produz um arrebatamento que me desmaie.
Produz é levantar do meu ser, um abrir dos meus olhos, um acender da minha consciência pra que eu ande na luz da verdade sem medo da verdade, nem que ela seja contra mim.
A presença do Espírito Santo em mim, não significa uma manifestação que, para ser genuína e verdadeira, tenha que me colocar em estado de transe.
Ao contrário, me coloca num estado de amor, de misericórdia, de bondade.
A presença do Espírito Santo em mim não é um milagre de despacho, não é um acontecimento que se dê de modo episódico. A presença do Espírito Santo em mim é habitação, é morada, é residência de Deus em mim.
O Deus vivo mora no meu ser, tenho aqui dentro o Espírito Santo, que é o penhor, que é o anel, que Jesus deu pra mim dizendo : Olha, a prova de que eu venho te buscar é que eu estou me deixando em você. Se eu não voltar equivaleria a eu não vir me buscar em você. Buscar você já não é mais buscar você. Buscar você é me buscar em você.
Transcrição - Caio Fabio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
Não faz de você um individuo histericamente efusivo. Faz de você um homem sóbrio, com consciência em amor.
Não gera um ser que apenas se levanta para aplaudir todo quanto seja empolgante.
A presença do Espírito Santo em você e em mim produz é vontade de seguir a verdade.
Não produz um arrebatamento que me desmaie.
Produz é levantar do meu ser, um abrir dos meus olhos, um acender da minha consciência pra que eu ande na luz da verdade sem medo da verdade, nem que ela seja contra mim.
A presença do Espírito Santo em mim, não significa uma manifestação que, para ser genuína e verdadeira, tenha que me colocar em estado de transe.
Ao contrário, me coloca num estado de amor, de misericórdia, de bondade.
A presença do Espírito Santo em mim não é um milagre de despacho, não é um acontecimento que se dê de modo episódico. A presença do Espírito Santo em mim é habitação, é morada, é residência de Deus em mim.
O Deus vivo mora no meu ser, tenho aqui dentro o Espírito Santo, que é o penhor, que é o anel, que Jesus deu pra mim dizendo : Olha, a prova de que eu venho te buscar é que eu estou me deixando em você. Se eu não voltar equivaleria a eu não vir me buscar em você. Buscar você já não é mais buscar você. Buscar você é me buscar em você.
Transcrição - Caio Fabio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
Isaias 58
O princípio é simples, ao invés de você orar por cura, cure!
Ao invés de você orar por libertação, liberte!
Ao invés de você orar por felicidade, faça feliz!
Ao invés de orar pedindo ajuda, ajude!
Ao invés de orar dizendo eu sou a vítima, enxergue os vitimados!
Então, enquanto você estiver dedicado ao processo de graça, de misericórdia, de libertação, perdão, amor, reconciliação, justiça, verdade, de bondade pratica o Senhor disse: Eu estarei fazendo a escuridão da sua vida ser rompida pala luz da alva e todas as tuas doenças vão ser curadas sem detença, impedimento, ninguém vai impedir a tua cura enquanto estiver curando e, mais que isso, a tua justiça ira diante de ti.
Você não vai precisar promover nada, ela vai andando invisivelmente.
É uma quilha de diante, invisível, rompendo barreiras adiante de ti sem que tu demandes nada, digas nada.
Sem que tu cobres nada. Quem diz é o Senhor.
E a gloria do Senhor vai aparecer como cenário da tua vida
Quando tu tiveres vivendo assim.
Oração é ação de bondade.
Libertação não é passar uma noite de vigília em cima de um monte.
É descer do monte e sair desatando nó, deixando pessoas livres, facilitando caminho
Consagração a Deus é consagração à vida.
Amor a Deus é amor a, no mínimo, misericórdia com o próximo.
Quem quer ver a cara de Deus não esconde a cara ao seu semelhante
Quem quer ser ouvido no céus que ouça as vozes e os gemidos na terra
O resto é tentativa de macumba, magia, o resto é paganismo louco.
Transcrição - Caio Fabio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
Ao invés de você orar por libertação, liberte!
Ao invés de você orar por felicidade, faça feliz!
Ao invés de orar pedindo ajuda, ajude!
Ao invés de orar dizendo eu sou a vítima, enxergue os vitimados!
Então, enquanto você estiver dedicado ao processo de graça, de misericórdia, de libertação, perdão, amor, reconciliação, justiça, verdade, de bondade pratica o Senhor disse: Eu estarei fazendo a escuridão da sua vida ser rompida pala luz da alva e todas as tuas doenças vão ser curadas sem detença, impedimento, ninguém vai impedir a tua cura enquanto estiver curando e, mais que isso, a tua justiça ira diante de ti.
Você não vai precisar promover nada, ela vai andando invisivelmente.
É uma quilha de diante, invisível, rompendo barreiras adiante de ti sem que tu demandes nada, digas nada.
Sem que tu cobres nada. Quem diz é o Senhor.
E a gloria do Senhor vai aparecer como cenário da tua vida
Quando tu tiveres vivendo assim.
Oração é ação de bondade.
Libertação não é passar uma noite de vigília em cima de um monte.
É descer do monte e sair desatando nó, deixando pessoas livres, facilitando caminho
Consagração a Deus é consagração à vida.
Amor a Deus é amor a, no mínimo, misericórdia com o próximo.
Quem quer ver a cara de Deus não esconde a cara ao seu semelhante
Quem quer ser ouvido no céus que ouça as vozes e os gemidos na terra
O resto é tentativa de macumba, magia, o resto é paganismo louco.
Transcrição - Caio Fabio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
Que nosso caminhar seja pela consciência da graça.
(I Pe. 3:8 em diante)
Quem quer receber benção por herança, aparte-se do mal. Deixe o mal! Não tenha barganhas com ele, não brinque, não adote, não leve para casa, não creia da domesticação dele, ele não é conversível. Por isso, aparte-se do mal!
E não apenas aparte-se do mal. Porque se você apenas se apartar do mal você fica paranóico. Mas, pratique o que é bom! Porque na bondade não existe paranóia. Busque a paz e empenhe-se, esforce-se, obrigue-se, trabalhe para alcançá-la. Seja gente do bem, da paz.! Porque os olhos do Senhor repousam sobre gente assim, sobre gente boa de Deus. E os seus ouvidos estão abertos o tempo todo a suplica, a fala, ao balbuciar desse tipo de gente boa de Deus. Mas, o rosto do Senhor esta sempre contra aquele que pratica maldade, perversidade, malicia. Manipulações, dissimulações.
(...)
Viver assim, a menos que encontre um pit buul louco, um Hitler no nosso caminho, um ser adoecido e surtado, um diabo como patrão, ou como marido, ou como pai ou mãe, do contrario as estatísticas e as possibilidades da existência, afirmam Pedro, em comunhão com o Salmo 34, nos dão conta de que a probabilidade de que tudo nos vá bem aumentam infinitamente.
Ou seja, ele diz, se vocês decidirem manter um ânimo igual, se vocês não forem implicantes, antagonistas, daqueles que dividem, adversários, boicotarfores da existência, tiverem animo bom, forem compadecidos, fraternalmente amigos, facilitadores da vida, misericordiosos, humildes, que significa ensináveis, abertos para aprender com os outros, não pagando nunca mal por mal, olho por olho, dente por dente, se você abolirem o espírito da vingança, do troco, do toma lá da cá, ou da injúria por injúria, falou mal de mim vou falar mal dele.
Antes pelo contrario, se ao invés disso, vocês resolverem bendizer, abençoar, não da boca pra fora mas com a mente, como gente que cresceu, que ficou adulta, que parou o joguinho dos muleques, o troca troca, num gosta de mim num gosto dele, to de mal. Se pararem o ciclo da perversidade que retro alimenta apenas a própria perversidade, derem um não a isso pra sempre e assumirem conscientemente essa atitude de bendizente. Gente, vocês vão receber benção por herança. Não da pra dar errado....
...E aparte-se do mal, não ache que você tem poder sobre o mal. Não ache que você amadureceu tanto que pode sentar na berada do magma incandescente, do vulcão, da perversidade. Aparte-se. Saia fora, não se assente na roda dos escarnecedores. Não escolha o caminho da perversidade seja ela qual for...
Praticar o bem demanda exercício para vencer instintos, rompantes, repentes, hábitos antigos, perversos longínquos, culturas familiares, circuitos neuronais que se fecharam gerando sempre naquela hora o mesmo impulso canino, animal. Isso ai a gente vai rompendo apartando-se do mal praticando o que é bom, refazendo os circuitos, refazendo os reflexos. Tudo isso por decisão da vontade da consciência, da decisão em fé. Busque a paz, empenhe-se por alcançá-la.
Transcrição - Caio Fábio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
Quem quer receber benção por herança, aparte-se do mal. Deixe o mal! Não tenha barganhas com ele, não brinque, não adote, não leve para casa, não creia da domesticação dele, ele não é conversível. Por isso, aparte-se do mal!
E não apenas aparte-se do mal. Porque se você apenas se apartar do mal você fica paranóico. Mas, pratique o que é bom! Porque na bondade não existe paranóia. Busque a paz e empenhe-se, esforce-se, obrigue-se, trabalhe para alcançá-la. Seja gente do bem, da paz.! Porque os olhos do Senhor repousam sobre gente assim, sobre gente boa de Deus. E os seus ouvidos estão abertos o tempo todo a suplica, a fala, ao balbuciar desse tipo de gente boa de Deus. Mas, o rosto do Senhor esta sempre contra aquele que pratica maldade, perversidade, malicia. Manipulações, dissimulações.
(...)
Viver assim, a menos que encontre um pit buul louco, um Hitler no nosso caminho, um ser adoecido e surtado, um diabo como patrão, ou como marido, ou como pai ou mãe, do contrario as estatísticas e as possibilidades da existência, afirmam Pedro, em comunhão com o Salmo 34, nos dão conta de que a probabilidade de que tudo nos vá bem aumentam infinitamente.
Ou seja, ele diz, se vocês decidirem manter um ânimo igual, se vocês não forem implicantes, antagonistas, daqueles que dividem, adversários, boicotarfores da existência, tiverem animo bom, forem compadecidos, fraternalmente amigos, facilitadores da vida, misericordiosos, humildes, que significa ensináveis, abertos para aprender com os outros, não pagando nunca mal por mal, olho por olho, dente por dente, se você abolirem o espírito da vingança, do troco, do toma lá da cá, ou da injúria por injúria, falou mal de mim vou falar mal dele.
Antes pelo contrario, se ao invés disso, vocês resolverem bendizer, abençoar, não da boca pra fora mas com a mente, como gente que cresceu, que ficou adulta, que parou o joguinho dos muleques, o troca troca, num gosta de mim num gosto dele, to de mal. Se pararem o ciclo da perversidade que retro alimenta apenas a própria perversidade, derem um não a isso pra sempre e assumirem conscientemente essa atitude de bendizente. Gente, vocês vão receber benção por herança. Não da pra dar errado....
...E aparte-se do mal, não ache que você tem poder sobre o mal. Não ache que você amadureceu tanto que pode sentar na berada do magma incandescente, do vulcão, da perversidade. Aparte-se. Saia fora, não se assente na roda dos escarnecedores. Não escolha o caminho da perversidade seja ela qual for...
Praticar o bem demanda exercício para vencer instintos, rompantes, repentes, hábitos antigos, perversos longínquos, culturas familiares, circuitos neuronais que se fecharam gerando sempre naquela hora o mesmo impulso canino, animal. Isso ai a gente vai rompendo apartando-se do mal praticando o que é bom, refazendo os circuitos, refazendo os reflexos. Tudo isso por decisão da vontade da consciência, da decisão em fé. Busque a paz, empenhe-se por alcançá-la.
Transcrição - Caio Fábio - Vem e Vê Tv - http://www.vemevetv/.com.br
terça-feira, 28 de abril de 2009
Igreja
Encontrei um grupo que não é igreja, mas é mais igreja do que a maioria das igrejas. Espalhado pelo mundo, atrai milhões de membros dedicados toda semana. Não possui propriedade, não tem sede, nem centro de comunicações, nenhuma equipe paga, e nada de consultores de investimentos que viajem pelo país em seus jatinhos. Pessoas de alta classe se mistura com desempregados e jovens com marcas de agulhas nos seus braços. Na hora de compartilhar, cada pessoa dá um relatório pessoal do seu progresso na luta contra o inimigo comum a todos. Riem-se junto se choram juntos. Acima de tudo, parecem gostar de estar juntos a outros que as vêem como pessoas autênticas, sem fachadas. Sabe como se chama este grupo? Alcoólicos Anônimos. Perguntei a um amigo por que sentia mais ajudado por este grupo do que pela igreja. Pedi que me dissesse a única qualidade que estava faltando na igreja local e que o grupo AA lhe oferecera. Esperava ouvir uma palavra como “amor” ou “aceitação”, ou quem sabe “anti-institucionalismo”. Em vez disso, ele disse baixinho uma única palavra: “dependência”. “Ninguém consegue vencer por conta própria não foi por isso que Jesus veio?” ele explicou. “No entanto, a maioria das pessoas da igreja dá um ar de piedade ou superioridade auto-satisfeita. Não sinto que conscientemente dependam de Deus ou uns dos outros. Suas vidas parecem estar todas certinhas. Quando um alcoólatra vai à igreja, ele se sente inferior e incompleto.”
A experiência de participar deste grupo junto com este amigo ensinou-me a necessidade de humildade, honestidade total dependência radical dependência de Deus e de uma comunidade de amigos compassivos. Ao pensar nisso, pareceu-me que essas qualidades eram exatamente as que Jesus tinha em mente quando fundou sua igreja. O fundador do grupo AA era um alcoólatra que certa vez conseguira passar seis meses sem beber. Durante uma viagem, sem sucesso nos negócios e deprimido, sentiu desejo desesperado por um trago. De repente um pensamento o parou: “Não, não preciso de um trago preciso de outro alcoólatra!” A igreja deveria ser o lugar onde posso dizer, sem vergonha alguma: “Não preciso pecar. Preciso de outro pecador. Quem sabe, juntos, possamos nos ajudar a prestar contas um ao outro e nos manter no caminho certo!”
Se nossas igrejas pudessem comunicar graça num mundo de competição, julgamento e posição um mundo de não-graça a igreja se tornaria lugar em que as pessoas se ajuntam com prazer; não por coerção, mas como nômades do deserto em volta de um oásis.
Entristeço-me ao ver igrejas locais que funcionam mais como uma empresa ou instituição financeira do que uma família.
Quando uma igreja evita servir por causa da dor e das complicações que isso pode trazer, a própria igreja sofre. Permanece raquítica e não amadurece.
C. S. Lewis escreveu certa vez: "Parece que Deus não faz nada por Ele mesmo que Ele pudesse delegar às suas criaturas. Ele nos ordena a fazer devagar e desajeitadamente aquilo que Ele poderia fazer perfeitamente num piscar de olhos”. Todos os nossos esforços são exemplos dessa delegação divina. Todo pai e mãe conhecem um pouco o risco de delegar, com sua alegria e sofrimento. A criança que toma seus primeiros passos segura, solta a mão, em seguida cai, depois luta para levantar-se e tentar outra vez. Ninguém descobriu outra maneira de aprender a andar. Sim a igreja falha em sua missão e comete sérios erros exatamente porque é composta de seres humanos que sempre carecem da glória de Deus. É o risco que Deus correu. Aquele que vem à igreja esperando encontrar perfeição não entende a natureza da humanidade. Assim como todo romântico acaba aprendendo que o casamento é o início, não o fim da luta por fazer o amor funcionar, todo cristão precisa aprender que a igreja é apenas o começo.
Philipe Yancey
A experiência de participar deste grupo junto com este amigo ensinou-me a necessidade de humildade, honestidade total dependência radical dependência de Deus e de uma comunidade de amigos compassivos. Ao pensar nisso, pareceu-me que essas qualidades eram exatamente as que Jesus tinha em mente quando fundou sua igreja. O fundador do grupo AA era um alcoólatra que certa vez conseguira passar seis meses sem beber. Durante uma viagem, sem sucesso nos negócios e deprimido, sentiu desejo desesperado por um trago. De repente um pensamento o parou: “Não, não preciso de um trago preciso de outro alcoólatra!” A igreja deveria ser o lugar onde posso dizer, sem vergonha alguma: “Não preciso pecar. Preciso de outro pecador. Quem sabe, juntos, possamos nos ajudar a prestar contas um ao outro e nos manter no caminho certo!”
Se nossas igrejas pudessem comunicar graça num mundo de competição, julgamento e posição um mundo de não-graça a igreja se tornaria lugar em que as pessoas se ajuntam com prazer; não por coerção, mas como nômades do deserto em volta de um oásis.
Entristeço-me ao ver igrejas locais que funcionam mais como uma empresa ou instituição financeira do que uma família.
Quando uma igreja evita servir por causa da dor e das complicações que isso pode trazer, a própria igreja sofre. Permanece raquítica e não amadurece.
C. S. Lewis escreveu certa vez: "Parece que Deus não faz nada por Ele mesmo que Ele pudesse delegar às suas criaturas. Ele nos ordena a fazer devagar e desajeitadamente aquilo que Ele poderia fazer perfeitamente num piscar de olhos”. Todos os nossos esforços são exemplos dessa delegação divina. Todo pai e mãe conhecem um pouco o risco de delegar, com sua alegria e sofrimento. A criança que toma seus primeiros passos segura, solta a mão, em seguida cai, depois luta para levantar-se e tentar outra vez. Ninguém descobriu outra maneira de aprender a andar. Sim a igreja falha em sua missão e comete sérios erros exatamente porque é composta de seres humanos que sempre carecem da glória de Deus. É o risco que Deus correu. Aquele que vem à igreja esperando encontrar perfeição não entende a natureza da humanidade. Assim como todo romântico acaba aprendendo que o casamento é o início, não o fim da luta por fazer o amor funcionar, todo cristão precisa aprender que a igreja é apenas o começo.
Philipe Yancey
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Correndo de medo
Não existem garantias absolutas.
Não há planos a prova de fracasos.
Nenhum projeto que mereça perfeita confiança.
Não se consegue estabelecer as coisas de modo a eliminar todos os riscos.
A vida recusa-se a ser linda e limpa , dessa maneira.
Viver e arriscar andam de mãos dadas.
Todos os que voam arriscam-se à queda.
Os que dirigem carros, arriscam-se a colisões.
Os que correm, arriscam-se a cair.
Os que caminham arriscam-se a tropeçar.
Todos quantos vivem arricam alguma coisa.
Quem rir corre o reisco de parecer tolo.
Quem chora correo risco de parecer sentimental.
Quem se interessa por alguém arrusca-se a envolver-se.
Quem exõe seus sentimentos arrisca-se a expor seu verdadeiro ser.
Quem ama arrisca-se a não ser amado.
Quem espera arrisca-se ao desespero.
Quem tenta arrisca-se ao fracasso.
É bem melhor enfrentar alguns ursos e leões bravisos, à semelhança de Davi. Tais feras preparam-nos para vencer gigantes tipo Golias. É bem mais escitante penetrar no Mar Vermelho, à semelhança de Moisés, e ver Deus separar as águas. Guarde seu coração: não aceite superpoteção.
Felizmente nem todos optam pela segurança. Alguns venceram, a dispeito dos riscos. Alguns atigiram a grandeza a despeito da adversidade. Recusaram a das ouvidos a seus temores. Nada do que alguém diz ou fez conseguiu frustrá-los. Falta de capacidade aou abundancia de desapontamento não precisam desqualificar a pessoa!
A eficiência, as vezes a grandeza, aguarda aqueles que se recusam a correrer de medo.
Carles Swindoll
A Busca do Caráter
Não há planos a prova de fracasos.
Nenhum projeto que mereça perfeita confiança.
Não se consegue estabelecer as coisas de modo a eliminar todos os riscos.
A vida recusa-se a ser linda e limpa , dessa maneira.
Viver e arriscar andam de mãos dadas.
Todos os que voam arriscam-se à queda.
Os que dirigem carros, arriscam-se a colisões.
Os que correm, arriscam-se a cair.
Os que caminham arriscam-se a tropeçar.
Todos quantos vivem arricam alguma coisa.
Quem rir corre o reisco de parecer tolo.
Quem chora correo risco de parecer sentimental.
Quem se interessa por alguém arrusca-se a envolver-se.
Quem exõe seus sentimentos arrisca-se a expor seu verdadeiro ser.
Quem ama arrisca-se a não ser amado.
Quem espera arrisca-se ao desespero.
Quem tenta arrisca-se ao fracasso.
É bem melhor enfrentar alguns ursos e leões bravisos, à semelhança de Davi. Tais feras preparam-nos para vencer gigantes tipo Golias. É bem mais escitante penetrar no Mar Vermelho, à semelhança de Moisés, e ver Deus separar as águas. Guarde seu coração: não aceite superpoteção.
Felizmente nem todos optam pela segurança. Alguns venceram, a dispeito dos riscos. Alguns atigiram a grandeza a despeito da adversidade. Recusaram a das ouvidos a seus temores. Nada do que alguém diz ou fez conseguiu frustrá-los. Falta de capacidade aou abundancia de desapontamento não precisam desqualificar a pessoa!
A eficiência, as vezes a grandeza, aguarda aqueles que se recusam a correrer de medo.
Carles Swindoll
A Busca do Caráter
sábado, 18 de abril de 2009
Crise: oportunidade de crescimento
Passar por uma crise é experimentar o que significa morrer e renascer.
A palavra sânscrita para crise é Kri ou kir e significa “desembaraçar”, “purificar”, “limpar”.
Toda situação de crise para ser superada exige uma decisão. Esta marca a trilha nova e uma direção diferente por isso a crise é prenhe de vitalidade criadora; não é sintoma de uma catástrofe eminente, mas é o “momento crítico” em que a pessoa se questiona radicalmente a si mesma seu destino, o mundo cultural que a cerca e é convocada não a opinar sobre algo, mas a se decidir acerca de algo. Sem essa decisão não há vida. Idéias, nós as temos. Mas decisões, nós a vivemos. Por isso a situação de crise é antropologicamente muito rica. Não constitui uma tragédia na vida, mas sua pujança e regurgitamento. É oportunidade de crescimento. Não é perda do chão debaixo dos pés, mas um desafio que esse chão vital lança para uma evolução ou definição melhor.
A crise não nasceu da descrença, mas do agudo sentimento de uma inadequação, provocado pela esperança exigente de um bem possível. E esse possível faz um apelo globalizante para toda personalidade e lhe exige um engajamento radical. Sem isso a crise jamais ser superada, mas sempre protelada.
Crise, portanto, é uma descontinuidade e uma perturbação dentro da normalidade da vida provocada pelo esgotamento das possibilidades de crescimento de um arranjo existencial. A crise é um processo normal de todos os processo vitais. Ela emerge de tempos em tempos para permitir a vida permanecer vida, poder crescer irradiar.
A crise não é um mal que sobrevém interrompendo o curso da vida. Ela pertence ao próprio conceito de vida de história. Tanto uma como outra (vida e história) não possuem uma estrutura linear, mas descontínua. Pertence a essência da evolução o momento e o ponto crítico e a crise. A evolução acumula energias, atinge um limiar, a partir de onde se verifica uma convulsa: dá-se a passagem de um para outro nível mais alto de vida.Há momentos na história que, para continuar, é preciso romper, entrar em processo de convulsão, de instabilidade e radical questionamento, onde não se muda algo no mundo, mas o mundo todo muda. A crise é este momento angustiante, mas profundamente criativo, que permite o evoluir histórico sobre outras bases e com outros valores.
Pertence à crise o aspecto dramático e a sensação da perda dos pontos de orientação. Por isso se impõe a coragem de saber esperar o desencantamento da água turva... Há momentos que para subir, se faz mister descer e entrar em crise. E para permanecer o mesmo, precisa-se mudar. Porém, se compreendermos que a crise é o nicho generoso onde se prepara o amanhã melhor e a penumbra que antecede o nascer do sol e ai ficamos firmes, aceitando o desfio e esperando contra toda esperança, então temos a oportunidade de amadurecer e de dar um salto para dentro de um horizonte mais rico de vida humana e divina.
A superação da crise não se faz, comumente, pelo ativismo e pela excitação exterior, mas reflexão e mediação sérias, onde as forças se recolhem para uma decisão purificada e libertadora.
“Todas as coisas grandes acontecem na crise, no turbilhão.” Platão.
Trechos do livro Crise: oportunidade de Crescimento (Leonardo Boff)
A palavra sânscrita para crise é Kri ou kir e significa “desembaraçar”, “purificar”, “limpar”.
Toda situação de crise para ser superada exige uma decisão. Esta marca a trilha nova e uma direção diferente por isso a crise é prenhe de vitalidade criadora; não é sintoma de uma catástrofe eminente, mas é o “momento crítico” em que a pessoa se questiona radicalmente a si mesma seu destino, o mundo cultural que a cerca e é convocada não a opinar sobre algo, mas a se decidir acerca de algo. Sem essa decisão não há vida. Idéias, nós as temos. Mas decisões, nós a vivemos. Por isso a situação de crise é antropologicamente muito rica. Não constitui uma tragédia na vida, mas sua pujança e regurgitamento. É oportunidade de crescimento. Não é perda do chão debaixo dos pés, mas um desafio que esse chão vital lança para uma evolução ou definição melhor.
A crise não nasceu da descrença, mas do agudo sentimento de uma inadequação, provocado pela esperança exigente de um bem possível. E esse possível faz um apelo globalizante para toda personalidade e lhe exige um engajamento radical. Sem isso a crise jamais ser superada, mas sempre protelada.
Crise, portanto, é uma descontinuidade e uma perturbação dentro da normalidade da vida provocada pelo esgotamento das possibilidades de crescimento de um arranjo existencial. A crise é um processo normal de todos os processo vitais. Ela emerge de tempos em tempos para permitir a vida permanecer vida, poder crescer irradiar.
A crise não é um mal que sobrevém interrompendo o curso da vida. Ela pertence ao próprio conceito de vida de história. Tanto uma como outra (vida e história) não possuem uma estrutura linear, mas descontínua. Pertence a essência da evolução o momento e o ponto crítico e a crise. A evolução acumula energias, atinge um limiar, a partir de onde se verifica uma convulsa: dá-se a passagem de um para outro nível mais alto de vida.Há momentos na história que, para continuar, é preciso romper, entrar em processo de convulsão, de instabilidade e radical questionamento, onde não se muda algo no mundo, mas o mundo todo muda. A crise é este momento angustiante, mas profundamente criativo, que permite o evoluir histórico sobre outras bases e com outros valores.
Pertence à crise o aspecto dramático e a sensação da perda dos pontos de orientação. Por isso se impõe a coragem de saber esperar o desencantamento da água turva... Há momentos que para subir, se faz mister descer e entrar em crise. E para permanecer o mesmo, precisa-se mudar. Porém, se compreendermos que a crise é o nicho generoso onde se prepara o amanhã melhor e a penumbra que antecede o nascer do sol e ai ficamos firmes, aceitando o desfio e esperando contra toda esperança, então temos a oportunidade de amadurecer e de dar um salto para dentro de um horizonte mais rico de vida humana e divina.
A superação da crise não se faz, comumente, pelo ativismo e pela excitação exterior, mas reflexão e mediação sérias, onde as forças se recolhem para uma decisão purificada e libertadora.
“Todas as coisas grandes acontecem na crise, no turbilhão.” Platão.
Trechos do livro Crise: oportunidade de Crescimento (Leonardo Boff)
sexta-feira, 17 de abril de 2009
As cem (sem?) razões de meu desencanto
As cem (sem?) razões de meu desencanto
Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entendo que meu texto, “Já sei por onde não ir”, causou espécie . Para alguns pareceu vago, para outros, inconsistente. Várias pessoas me avisaram que intercediam diante de Deus pedindo que Ele me acudisse nesse momento delicado de minha vida. Calma! Não há motivos para espantos!
Minha peregrinação cristã está, há muito, marcada por rompimentos. O primeiro, deu-se com a igreja católica, onde nasci, fui batizado e fiz a primeira comunhão. Em minhas premonitórias inquietações com os dogmas religiosos, pedi explicações a um padre sobre algumas práticas que não faziam muito sentido para mim: a veneração dos santos, as rezas diante de imagens de escultura e, principalmente, a transubstanciação da eucaristia, na missa. O sacerdote deu-me as costas, mas advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.
Lendo a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que tinha padres e freiras na árvore genealogia e nenhum “crente”. Acabei participando da Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza porque meus únicos amigos crentes eram de lá. Enfronhei-me totalmente como membro atuante: freqüentei sua escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão dos boletins, organizei retiros e acampamentos, tentei cantar no coral, liderei a União de Mocidade; enfim, fiz tudo o que podia dentro daquela estrutura. Fui calvinista e acreditei, por muito tempo, que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania, inclusive as pessoas que vão para o céu e para o inferno. Essa doutrina fazia muito sentido para mim, até porque acreditava ser um dos eleitos. Numa situação bem confortável, podia descansar: minha salvação estava segura. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiam.
Mas, numa determinada noite, o Espírito Santo visitou-me com sua ternura. Senti-me imerso no amor de Deus e causei escândalo em nossa comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer a uma versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse minha experiência, sob pena de ser estigmatizado como pentecostal e sofrer o primeiro processo de expulsão da igreja desde seu estabelecimento, no século XIX. Ainda adolescente e debaixo daquele escrutínio opressivo, ouvi um xeque mate pouco misericordioso: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de nos transformarmos em algozes”. Às duas da madrugada, capitulei e pedi minha saída. A partir daquele momento, não seria mais presbiteriano.
De novo, encontrava-me no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembléia de Deus e desembarquei lá. Em meu êxodo, procurava abrigo, sequioso por uma comunidade onde desenvolvesse minha fé. Cedo, vi que a Assembléia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou reparar que a instituição se achava acorrentada por uma tradição farisaica e, pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda, atentei que eu me tornava um estorvo para os processos que mantinham um espírito de boiada. Eu denunciava a gerontocracia assembleiana que amordaçava os crentes e inibia o senso crítico, produzindo uma geração de pastores parecidos com vaquinhas de presépio: sempre a balançar a cabeça em aprovação aos desmandos dos que se encastelavam no poder. Mais uma vez, encontrava-me numa sinuca e precisei romper com a maior denominação pentecostal do Brasil. Dessa vez, caminhei na companhia de minha querida Betesda.
Agora, que sinto necessidade de me distanciar do movimento evangélico, já não tenho tanto medo. Minhas rupturas anteriores não foram suficientes para azedar minha alma e nem tão fortes que me roubassem a fé – “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.
Quem me conhece, principalmente os membros da Betesda, minha comunidade de fé, não precisa temer. Estou cada dia mais empolgado com as verdades bíblicas que revelam o Jesus de Nazaré; aumenta minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo; sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Procuro mentores, busco mais amigos que me inspirem a alma.
Então, por que uma ruptura radical se não quero nutrir a intolerância e evito tornar-me um casmurro rabugento? Não desejo ser um crítico que não cabe em lugar nenhum. Não me considero dono da verdade, nem palmatória do mundo. Pelo contrário,cresce minha consciência de como sou imperfeito. Luto para não deixar que minha covardia me afaste de confrontar meus próprios paradoxos. Não nego que sou incapaz de viver tudo o que prego - reconheço que a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que minha vida. Sei que o modelo de igreja que pastoreio ainda tem grandes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir, pelas seguintes razões:
1. Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire uma marca que vende bem. Não posso aceitar passivamente que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, num balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou e não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Não vou continuar esmurrando pontas de facas.
2. Não consigo mais admirar a enorme maioria dos formadores de opinião dentro do movimento evangélico (principalmente os que usam da mídia). Conheço muitos deles fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais aconteceram com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive em uma eleição para presidente de uma enorme denominação e vi quando dois zeladores do centro de convenção foram aliciados por dinheiro, receberam crachás, e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo não passava de filmar a multidão para mostrar nos Estados Unidos, levantar dinheiro, e manter os evangelistas em luxos nababescos. Sou testemunha ocular de pastores que, depois de orarem por gente sofrida e miserável, debocharam, às gargalhadas, das mesmas pessoas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocariam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear um país, principalmente porque ela vinha, satanicamente, apoiada pela indústria do petróleo.
3. Concordo que no momento em que o sal perde seu sabor, para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perdeu sua credibilidade por centralizar sua mensagem na promessa irresponsável de prosperidade; que busca se especializar na mecânica de fazer preces poderosas; de ensinar a virtude como mero degrau para o sucesso. Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranóia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem sua necessidade de Deus.
4. Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas e que enxerga tudo como parte da providência. Há algum tempo, repenso algumas categorias teológicas que me serviram de óculos para a leitura da Bíblia e entendo que esse meu exercício se tornou ameaçador para muitos. Portanto, preciso de lateralidade para contemplar as contribuições das ciências e de outros ângulos para ler as Escrituras. Não agüento cabrestos, patrulhamentos e cenhos franzidos. Desejo a companhia amiga de qualquer pessoa que molde sua vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus e não tenha medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo muito construir minha espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermetismo fundamentalista dos dogmáticos e sem a estreiteza ideológica de quem gosta de rótulos.
Não, não vou deixar de ser pastor, não abandonarei minha comunidade e nem desistirei de minha vocação missionária. Posso não saber ainda para onde vou, mas estou cada dia mais certo dos caminhos por onde não devo ir.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
Fonte: www.vidaacademica.net
Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entendo que meu texto, “Já sei por onde não ir”, causou espécie . Para alguns pareceu vago, para outros, inconsistente. Várias pessoas me avisaram que intercediam diante de Deus pedindo que Ele me acudisse nesse momento delicado de minha vida. Calma! Não há motivos para espantos!
Minha peregrinação cristã está, há muito, marcada por rompimentos. O primeiro, deu-se com a igreja católica, onde nasci, fui batizado e fiz a primeira comunhão. Em minhas premonitórias inquietações com os dogmas religiosos, pedi explicações a um padre sobre algumas práticas que não faziam muito sentido para mim: a veneração dos santos, as rezas diante de imagens de escultura e, principalmente, a transubstanciação da eucaristia, na missa. O sacerdote deu-me as costas, mas advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.
Lendo a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que tinha padres e freiras na árvore genealogia e nenhum “crente”. Acabei participando da Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza porque meus únicos amigos crentes eram de lá. Enfronhei-me totalmente como membro atuante: freqüentei sua escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão dos boletins, organizei retiros e acampamentos, tentei cantar no coral, liderei a União de Mocidade; enfim, fiz tudo o que podia dentro daquela estrutura. Fui calvinista e acreditei, por muito tempo, que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania, inclusive as pessoas que vão para o céu e para o inferno. Essa doutrina fazia muito sentido para mim, até porque acreditava ser um dos eleitos. Numa situação bem confortável, podia descansar: minha salvação estava segura. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiam.
Mas, numa determinada noite, o Espírito Santo visitou-me com sua ternura. Senti-me imerso no amor de Deus e causei escândalo em nossa comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer a uma versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse minha experiência, sob pena de ser estigmatizado como pentecostal e sofrer o primeiro processo de expulsão da igreja desde seu estabelecimento, no século XIX. Ainda adolescente e debaixo daquele escrutínio opressivo, ouvi um xeque mate pouco misericordioso: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de nos transformarmos em algozes”. Às duas da madrugada, capitulei e pedi minha saída. A partir daquele momento, não seria mais presbiteriano.
De novo, encontrava-me no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembléia de Deus e desembarquei lá. Em meu êxodo, procurava abrigo, sequioso por uma comunidade onde desenvolvesse minha fé. Cedo, vi que a Assembléia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou reparar que a instituição se achava acorrentada por uma tradição farisaica e, pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda, atentei que eu me tornava um estorvo para os processos que mantinham um espírito de boiada. Eu denunciava a gerontocracia assembleiana que amordaçava os crentes e inibia o senso crítico, produzindo uma geração de pastores parecidos com vaquinhas de presépio: sempre a balançar a cabeça em aprovação aos desmandos dos que se encastelavam no poder. Mais uma vez, encontrava-me numa sinuca e precisei romper com a maior denominação pentecostal do Brasil. Dessa vez, caminhei na companhia de minha querida Betesda.
Agora, que sinto necessidade de me distanciar do movimento evangélico, já não tenho tanto medo. Minhas rupturas anteriores não foram suficientes para azedar minha alma e nem tão fortes que me roubassem a fé – “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.
Quem me conhece, principalmente os membros da Betesda, minha comunidade de fé, não precisa temer. Estou cada dia mais empolgado com as verdades bíblicas que revelam o Jesus de Nazaré; aumenta minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo; sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Procuro mentores, busco mais amigos que me inspirem a alma.
Então, por que uma ruptura radical se não quero nutrir a intolerância e evito tornar-me um casmurro rabugento? Não desejo ser um crítico que não cabe em lugar nenhum. Não me considero dono da verdade, nem palmatória do mundo. Pelo contrário,cresce minha consciência de como sou imperfeito. Luto para não deixar que minha covardia me afaste de confrontar meus próprios paradoxos. Não nego que sou incapaz de viver tudo o que prego - reconheço que a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que minha vida. Sei que o modelo de igreja que pastoreio ainda tem grandes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir, pelas seguintes razões:
1. Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire uma marca que vende bem. Não posso aceitar passivamente que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, num balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou e não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Não vou continuar esmurrando pontas de facas.
2. Não consigo mais admirar a enorme maioria dos formadores de opinião dentro do movimento evangélico (principalmente os que usam da mídia). Conheço muitos deles fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais aconteceram com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive em uma eleição para presidente de uma enorme denominação e vi quando dois zeladores do centro de convenção foram aliciados por dinheiro, receberam crachás, e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo não passava de filmar a multidão para mostrar nos Estados Unidos, levantar dinheiro, e manter os evangelistas em luxos nababescos. Sou testemunha ocular de pastores que, depois de orarem por gente sofrida e miserável, debocharam, às gargalhadas, das mesmas pessoas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocariam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear um país, principalmente porque ela vinha, satanicamente, apoiada pela indústria do petróleo.
3. Concordo que no momento em que o sal perde seu sabor, para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perdeu sua credibilidade por centralizar sua mensagem na promessa irresponsável de prosperidade; que busca se especializar na mecânica de fazer preces poderosas; de ensinar a virtude como mero degrau para o sucesso. Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranóia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem sua necessidade de Deus.
4. Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas e que enxerga tudo como parte da providência. Há algum tempo, repenso algumas categorias teológicas que me serviram de óculos para a leitura da Bíblia e entendo que esse meu exercício se tornou ameaçador para muitos. Portanto, preciso de lateralidade para contemplar as contribuições das ciências e de outros ângulos para ler as Escrituras. Não agüento cabrestos, patrulhamentos e cenhos franzidos. Desejo a companhia amiga de qualquer pessoa que molde sua vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus e não tenha medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo muito construir minha espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermetismo fundamentalista dos dogmáticos e sem a estreiteza ideológica de quem gosta de rótulos.
Não, não vou deixar de ser pastor, não abandonarei minha comunidade e nem desistirei de minha vocação missionária. Posso não saber ainda para onde vou, mas estou cada dia mais certo dos caminhos por onde não devo ir.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
Fonte: www.vidaacademica.net
Ganhei coragem
“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece“, observou Nietzsche.
É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.
Vou dizer aquilo sobre que me calei: “O povo unido jamais será vencido": é disso que eu tenho medo. Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo“ tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo...
Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere. A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos. E há estória do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou... Passado muito tempo Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos... E que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre...“ Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável. O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga. Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O homem moral e a sociedade imoral observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis“ por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo. Meu amigo Lisâneas Maciel, no meio de uma campanha eleitoral, me dizia que estava difícil porque o outro candidato a deputado comprava os votos do povo por franguinhos da Sadia. E a democracia se faz com os votos do povo... Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições – e a democracia - são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido.
O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer. O mais famoso dos automóveis foi criado pelo governo alemão para o povo: o Volkswagen. Volk, em alemão, quer dizer “povo“... O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos... Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol...).
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno“, à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...“
Isso é tarefa para os artistas e educadores: O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.
(Folha de S. Paulo, 05/05/2002)
É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.
Vou dizer aquilo sobre que me calei: “O povo unido jamais será vencido": é disso que eu tenho medo. Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo“ tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo...
Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere. A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos. E há estória do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou... Passado muito tempo Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos... E que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre...“ Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável. O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga. Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O homem moral e a sociedade imoral observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis“ por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo. Meu amigo Lisâneas Maciel, no meio de uma campanha eleitoral, me dizia que estava difícil porque o outro candidato a deputado comprava os votos do povo por franguinhos da Sadia. E a democracia se faz com os votos do povo... Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições – e a democracia - são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido.
O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer. O mais famoso dos automóveis foi criado pelo governo alemão para o povo: o Volkswagen. Volk, em alemão, quer dizer “povo“... O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos... Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol...).
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno“, à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...“
Isso é tarefa para os artistas e educadores: O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.
(Folha de S. Paulo, 05/05/2002)
"Você tem experiência?"
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo..
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subiem árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar. , já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não!!!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: 'Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?’
Num processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam Desenvolver uma redação com o seguinte tema:
"Você tem experiência?"
A redação acima foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso! Ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma... REDAÇÃO VENCEDORA
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subiem árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar. , já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não!!!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: 'Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?’
Num processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam Desenvolver uma redação com o seguinte tema:
"Você tem experiência?"
A redação acima foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso! Ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma... REDAÇÃO VENCEDORA
terça-feira, 14 de abril de 2009
ALVO:
Eu posso ser mais sem pecado quando tenho maior consciência dele.
Sou mais sábia quando sei que não sei...
Às vezes faço mais, não fazendo, e vou mais longe quando fico parada.Amo surpreendentemente a Alguém que nunca vi...
Sou cidadã do céu e admito que a minha lealdade prioritária é a essa cidadania; mas posso amar a minha pátria terrena com a intensidade e dedicação que levou John Knox a orar:
“Ó Deus, dá-me a escócia,ou morro”...
Além do mais, levo a minha cruz...
Rejeito toda esperança humana fora de Cristo porque sei que o mais nobre esforço é apenas pó edificado sobre pó.
Todavia, sou serena e confiantemente otimista: se a cruz condena o mundo, a ressurreição de Cristo garante a vitória final do bem do universo todo.
Através de Cristo, tudo está bem no final, e aguardo a consumação.
Cristo me chamou para viver o Evangelho paradoxal!
(Parafraseando A. W. Tozer)
Sou mais sábia quando sei que não sei...
Às vezes faço mais, não fazendo, e vou mais longe quando fico parada.Amo surpreendentemente a Alguém que nunca vi...
Sou cidadã do céu e admito que a minha lealdade prioritária é a essa cidadania; mas posso amar a minha pátria terrena com a intensidade e dedicação que levou John Knox a orar:
“Ó Deus, dá-me a escócia,ou morro”...
Além do mais, levo a minha cruz...
Rejeito toda esperança humana fora de Cristo porque sei que o mais nobre esforço é apenas pó edificado sobre pó.
Todavia, sou serena e confiantemente otimista: se a cruz condena o mundo, a ressurreição de Cristo garante a vitória final do bem do universo todo.
Através de Cristo, tudo está bem no final, e aguardo a consumação.
Cristo me chamou para viver o Evangelho paradoxal!
(Parafraseando A. W. Tozer)
ESPERANÇA
“Se eu fechar o céu para que não chova ou mandar que os gafanhotos devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga, SE O MEU POVO, QUE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR E ORAR, BUSCAR A MINHA FACE E SE AFASTAR DOS SEUS MAUS CAMINHOS, DOS CÉUS O OUVIREI, PERDOAREI O SEU PECADO E SARAEI A SUA TERRA. DE HOJE EM DIANTE OS MEUS OLHOS ESTARÃO ABERTOS E OS MEUS OUVIDOS ATENTOS AS ORAÇÕES FEITAS NESTE LUGAR. II Cr. 7: 13-15
“No deserto preparem o caminho do Senhor...todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas aplanados, os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas serão niveladas. A GLÓRIA DO SENHOR SERÁ REVELADA, E JUNTOS, TODOS A VERÃO. POIS É O SENHOR QUEM FALA....O Soberano, o Senhor vem com poder! Com seu braço forte Ele governa...como o pastor ele cuida do de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo, conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias...” .Isaias 40
“Lembramos de Suas promessas que se orarmos e tua face buscarmos O SENHOR VIRÁ! VIRÁ!”
“De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda do nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. “ II Pe. 1:16
Senhor, resta-nos confiar nas Suas promessas. A Tua Palavra é a Verdade e não pode mentir! Cumpra Senhor, a Tua Palavra em nossas vidas, na Sua igreja. Converta nossos corações a ti para que venhamos te buscar de todo coração e ai, então, o Senhor virá! É o Senhor quem nos atrai à tua presença... foi o Senhor quem colocou em nós necessidade de ti. Que nosso coração seja atraído por ti. E se ouvirmos a Sua voz, que nosso coração não seja endurecido. Mas, que abramos a porta para ceamos com o Senhor. Deus, cumpra todas as Suas promessas em nossas vidas. Sê poderoso em nós! Não permita, Pai, que nos distraiamos com as coisas desta terra. Não permita Pai, que desanimemos por nossas franquezas. Leva-nos sempre de volta a tua presença. Por misericórdia Senhor, por amor ao teu nome, ao nome que nós erguemos como bandeira... que o Senhor sempre nos restaure. Confiamos em sua misericórdia, no seu amor. E esperamos por ti Senhor! Esperamos pela manifestação da Sua glória, do Seu poder, do Seu amor em nós! Livra-nos de palavras vazias... de uma vida vazia. Sem frutos, sem a manifestação do seu poder, do amor... Reina em nós! Estabeleça o Seu reino em nós Senhor! Livra-nos de sermos religiosos. Que haja em nosso meio a Sua glória. Porque o Senhor prometeu que estaria conosco TODOS OS DIAS e que aquele que crer em ti fará as obras que o Senhor fez e maiores ainda. Nós queremos esperar, Senhor, pelo cumprimento da Sua Palavra. Não há outra esperança. Não há outro caminho... Só nos resta esperar em ti. Confiar em ti! Abra os nossos olhos para que vejamos as pequenas nuvens, os sinais de grandes chuvas. Para que demos glória a quem é digno de glória. Para que atribuamos a ti, louvor a honra pelos Seus feitos, e não a outros. Que vejamos que foi o Senhor quem fez. Que foi o Senhor quem nos ouviu. Que não nos esqueçamos que foi o Senhor que nos respondeu. Amém, amém!!!
“No deserto preparem o caminho do Senhor...todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas aplanados, os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas serão niveladas. A GLÓRIA DO SENHOR SERÁ REVELADA, E JUNTOS, TODOS A VERÃO. POIS É O SENHOR QUEM FALA....O Soberano, o Senhor vem com poder! Com seu braço forte Ele governa...como o pastor ele cuida do de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo, conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias...” .Isaias 40
“Lembramos de Suas promessas que se orarmos e tua face buscarmos O SENHOR VIRÁ! VIRÁ!”
“De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda do nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. “ II Pe. 1:16
Senhor, resta-nos confiar nas Suas promessas. A Tua Palavra é a Verdade e não pode mentir! Cumpra Senhor, a Tua Palavra em nossas vidas, na Sua igreja. Converta nossos corações a ti para que venhamos te buscar de todo coração e ai, então, o Senhor virá! É o Senhor quem nos atrai à tua presença... foi o Senhor quem colocou em nós necessidade de ti. Que nosso coração seja atraído por ti. E se ouvirmos a Sua voz, que nosso coração não seja endurecido. Mas, que abramos a porta para ceamos com o Senhor. Deus, cumpra todas as Suas promessas em nossas vidas. Sê poderoso em nós! Não permita, Pai, que nos distraiamos com as coisas desta terra. Não permita Pai, que desanimemos por nossas franquezas. Leva-nos sempre de volta a tua presença. Por misericórdia Senhor, por amor ao teu nome, ao nome que nós erguemos como bandeira... que o Senhor sempre nos restaure. Confiamos em sua misericórdia, no seu amor. E esperamos por ti Senhor! Esperamos pela manifestação da Sua glória, do Seu poder, do Seu amor em nós! Livra-nos de palavras vazias... de uma vida vazia. Sem frutos, sem a manifestação do seu poder, do amor... Reina em nós! Estabeleça o Seu reino em nós Senhor! Livra-nos de sermos religiosos. Que haja em nosso meio a Sua glória. Porque o Senhor prometeu que estaria conosco TODOS OS DIAS e que aquele que crer em ti fará as obras que o Senhor fez e maiores ainda. Nós queremos esperar, Senhor, pelo cumprimento da Sua Palavra. Não há outra esperança. Não há outro caminho... Só nos resta esperar em ti. Confiar em ti! Abra os nossos olhos para que vejamos as pequenas nuvens, os sinais de grandes chuvas. Para que demos glória a quem é digno de glória. Para que atribuamos a ti, louvor a honra pelos Seus feitos, e não a outros. Que vejamos que foi o Senhor quem fez. Que foi o Senhor quem nos ouviu. Que não nos esqueçamos que foi o Senhor que nos respondeu. Amém, amém!!!
Desespero
Uma multidão seguia Jesus... ela o comprimia, o apertava o empurrava de todos os lados. Mas, dentre tanta gente uma mulher tocou-o de forma diferente. O que fez com que Jesus percebesse entre a multidão. A mulher sofria de uma hemorragia há doze anos. Gastou tudo que tinha com os médicos, mas ninguém pode curá-la.Jesus perguntou "Quem me tocou?". Pedro respondeu que havia uma multidão que o comprimia. Mas, Jesus insistiu: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder." Num foi um toque como os outros... foi um toque que atraiu a atenção de Jesus, que extraiu dele poder.A mulher vendo que não podia esconder-se, que não podia passar despercebida, foi tremendo e prostrou-se aos Seus pés. Huhuuuuuu...!!!Aquela que chegou por trás, tocou apenas na borda do seu manto... que se calou frente a indagação... Agora, desafiada, se manifesta, prostra... o adora! E mais: testemunha publicamente!!! Na frente de todo o povo conta que havia tocado nele e como fora instantaneamente curada.Há muitas coisas a se dizer sobre este relato bíblico. Mas, nesta manhã algumas vieram como flechas ao meu coração. Quando pedia a Deus para que me ajudasse em meu propósito de buscá-lo, que se revelasse a mim apesar das minhas muitas falhas...Lendo este texto algumas coisas pude ouvir, no meu coração:Quando buscamos a Deus como nosso único recurso, como a ultima saída... depois de gastar tudo que temos e não obter a cura pra nossa alma... se tocarmos nele crendo que ele pode nos curar... certamente, Ele nos notará dentre a multidão.Verá algo diferente em nosso toque. A atitude desta mulher tem muito a nos ensinar. Foi apenas um toque!!!Mas que toque foi este que atraiu a atenção do mestre dentre tantas manifestações ao seu redor? Talvez havia ali muitos bajuladores, muitos religiosos... e um toque de uma mulher que se perdera na multidão fez Jesus interromper seu percurso, que, por sinal, era em direção a casa de um dirigente da sinagoga. Como pode o mestre priorizar esta mulher e adiar um compromisso com alguém da elite religiosa?Isso demonstra que não importa nossa posição... nossa religiosidade... Mas, importa a forma, a intenção com que nos aproximamos dele!Aquela mulher via nEle sua única e última chance. Depositara nele toda sua esperança.É assim que atraímos a atenção de Deus!Depois... quem diria?!Aquela que chegou por trás, tocou timidamente a borda das vestes....rssssssssss... Fala para toda multidão!!! Ela vai tremendo, prostra-se... e conta que foi curada.Aquela que queria passar despercebida foi convocada a expor o poder miraculoso de Jesus.Às vezes a gente se vê gastando tudo em busca de cura. Investimos todo esforço, toda vida em busca de algo que ninguém e nada pode nos dar... Só Jesus pode exalar a virtude que tem poder pra curar nosso coração. É uma pena que perdemos tanto tempo a procura de algo que está tão perto, bem ao nosso alcance... é só tocar!!!Tocar como quem já não tem mais saída, como quem já gastou tudo que tinha... como quem vê neEle a última, a única esperança. Adentrar a multidão com firme decisão de encontrá-lo. Tocar sem se preocupar com ritos, com religiosidade... A multidão nem verá, nem notará... nem os mais chegados discípulos saberão... tão singelo é este ato. Mas, a gente sabe.... e Ele muito mais... que este toque é diferente.Ele sabe da nossa sede, do nosso desejo de encontrá-lo e nos perceberá, nos sarará!!!Que o senhor me ajude a buscá-lo com diligência. Com simplicidade e resignação de quem já gastou tudo que tinha.
Me ajuda a te buscar como essa mulher. Assim a sua palavra se cumprirá na minha vida também e o Senhor irá me curar, curar a minha alma ressequida. Eu sei que não há outra alternativa. Que não há medico nesta terra que possa me trazer vida. Por isto vou a ti, como meu ultimo recurso, minha única possibilidade de cura. Quero tocar-te! (Lucas 8:42-48)
Me ajuda a te buscar como essa mulher. Assim a sua palavra se cumprirá na minha vida também e o Senhor irá me curar, curar a minha alma ressequida. Eu sei que não há outra alternativa. Que não há medico nesta terra que possa me trazer vida. Por isto vou a ti, como meu ultimo recurso, minha única possibilidade de cura. Quero tocar-te! (Lucas 8:42-48)
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